quinta-feira, 8 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
UMA GRANDE VERDADE!!!
Isso mesmo!... tive que comparecer no dia 13/07/11, na 8.ª (oitava Delegacia de Polícia de Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”) uma "adolescente" (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores'. A que ponto que chegamos? Isso é um desabafo!... Tenho 39 anos e resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais difícil.
Ø NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO
SÓ O SALÁRIO DO PALHAÇO,
PAGA 30 PROFESSORES.
PARA AQUELES QUE ACHAM
QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE: CONTRATE O TIRIRICA
PARA DAR AULAS PARA SEU FILHO.
levando em consideração que,
para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado?
Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00… Moral da história:
Os professores ganham pouco, porque “só servem para nos ensinar coisas inúteis” como: ler, escrever, pensar,formar cidadãos produtivos, etc., etc., etc....
Biografia dos Heróis do Big Brother;
Evolução do Pensamento Das "Celebridades"
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
FARORES DE TEXTUALIDADE!!
TEXTO E FATORES DE INTERTEXTUALIDADE
Um texto é uma unidade de sentido. A palavra deriva do latim textum, que significa “tecido, entrelaçamento”. Há, portanto, uma razão etimológica para lembrarmos que um texto resulta da ação de tecer, entrelaçar unidade e partes para constituirmos um todo interrelacionado. Daí a ideia de tessitura ou textura como uma rede de relações que lhe garantem o efeito de unidade (INFANTE, 1996).
O texto pode ser constituído em linguagem verbal ou não verbal. Uma ilustração ou uma partitura são textos não verbais. O texto verbal caracteriza-se pela sua linearidade: as palavras e os sons são apreendidos um após outro, e não simultaneamente como acontece na linguagem não verbal. Todo texto é construção - o que significa que texto não é um amontoado de frases, mas sim um conjunto organizado, no qual é possível identificar partes e estabelecer relações entre as partes e entre os elementos que as compõem. No texto, nada pode "sobrar", ser contraditório, ilógico ou destoante, deixar de ter sentido ou intenção. Todas as peças devem se encaixar, formando uma unidade.
O todo significativo, a que chamamos texto, caracteriza-se por uma série de fatores de textualidade: aceitabilidade, contextualidade, coesão, coerência, intencionalidade, informatividade, intertextualidade, situacionalidade.
1. Coesão: refere-se ao modo como as palavras estão ligadas entre si dentro de uma seqüência, isto é, ela se manifesta microtextualmente. Tipos: referencial, recorrencial; paráfrase, recursos fonológicos e seqüenciais.
2. Coerência: é o resultado dos processos cognitivos operantes entre os usuários e não e não um mero traço dos textos, manifestando-se macrotextualmente. Caracteriza-se como nível de conexão conceitual e estruturação dos sentidos.
3. Intencionalidade: para que uma manifestação lingüística constituída um texto, é necessário que haja a intenção do locutor de apresentá-lo como tal. Os maiores problemas que se colocam na questão da intencionalidade são o de supor que quem fala o faz sinceramente e o que a comunicação diária é pouco transparente e diversificada em alto grau.
4. Aceitabilidade: disposição ativa de participar de um discurso e/ou compartilhar um propósito; é preciso que os enunciatários aceitem a manifestação lingüística como um texto que tenha para eles alguma relevância.
5. Contextualizadores: são fatores que têm por função ancorar o texto na situação comunicativa, isto é, fazem avançar expectativas de compreensão do mesmo.
6. Situcionalidade: reúne os fatores que tornam um texto adequado a uma situação atual ou recuperável.
8. Informatividade: designa em que medida os materiais lingüísticos apresentados no texto são operados ou não operados, conhecidos ou não conhecidos da parte dos interlocutores. Todo texto contém pelo menos alguma informação e a qualidade dessa informação permitem distinguir três ordens de informatividade: a) informa o óbvio; b) quebra da expectativa; c) quando aparentemente fora do conjunto, havendo uma quebra muito grande de expectativa.
9. Intertextualidade: compreende as diversas maneiras pelas quais a produção e a recepção de um texto depende do conhecimento de outros textos anteriormente produzidos. Em sentido estrito, pode-se falar em: alusão, epígrafe, paródia, paráfrase, citação, metalinguagem e polifonia.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Na prática, a gramática era outra.
Antonio Gil Neto.
Não sei dizer com exatidão o porquê de me aventurar na profissão de professor. Fico mexendo nas gavetinhas da memória para ver se encontro uma prova, mas o máximo que encontro é uma pista, talvez bastante forte: o convívio com meus professores que sempre tinham uma espécie de “algo mais”: o modo como falavam das coisas. Não eram comuns como quem vivia em nossas casas. Eram como forasteiros, diferentes, à princípio. Depois, pessoas bem recebidas, bem vestidas, bem colocadas em toda situação. Talvez ficasse imaginando que queria ser como elas e viver num mundo que ainda não me pertencia, mas que vislumbrava admirado. Foi assim que entre o clássico, o científico e o curso normal, resolvi realizar este último que me daria o direito e a glória de me tornar professor. E lá fui com mais alguns colegas estudar em outra cidade um pouco maior e um tanto quanto distante. Íamos de ônibus, ainda chamado de jardineira. Os estudos e suas lições infinitas do Instituto de Educação “A. A. Martins” eram muito mais apertados do que os do ginásio. Os professores, bem mais exigentes. Parecia que a minha vida era simplesmente estudar. Às 11 horas da manhã, estávamos no ponto do ônibus e só retornávamos às 18:30 h. Ficava quase todo o tempo dos dias fora de casa. O que sobrava ainda era empregado com ou sem vontade nas tarefas. Lembro -me de que cada um dos professores, a seu estilo tão marcante e particular, tratava sua matéria como única e mais importante que todas. Não importava se tínhamos tarefa disso ou daquilo. O trabalho tinha de ser feito assim e assado, entregue e pronto! As provas eram das mais difíceis. Preparávamo-nos para elas como quem vai para uma batalha e pra valer. Quantas manhãs, feriados, domingos desperdiçamos nas casas da Rosa Feres ou da Lucia Pires armando-nos das munições. Nos últimos anos veio o estágio nas aulas de prática de ensino. Precisávamos ir mais cedo e por vezes tínhamos que dormir em casa de algum estranho. Uns, tinham parentes para incomodar. Outros, como eu, arranjava algum. Comíamos algum lanchinho magro guardado no fundo da bolsa que era desamassado e devorado na praça do jardim em compasso de espera para o segundo round do dia. Passados os três anos, o diploma. Como você dever ter percebido era muito bom aluno à luz do esperado. Tinha boas notas. Mas, não imaginava ser laureado com um prêmio que me sustentaria de alegria breve. O que me chegou foi um chamado solene e por escrito da Delegacia de Ensino: exerceria por quase um mês o trabalho de professor numa escola de uma outra cidade vizinha. O titular estava afastado por conta de rigor médico. Com grande medo e um fiapo de coragem fui fazer jus ao prêmio e dar conta daquela bela incumbência. Era uma classe de primeira série e só com meninos. Então isso existia? Lembro-me de que aquele prêmio foi muito pior do que todos os estágios juntos, os trabalhos longos e difíceis, as horas gastas em decorar tantas regras e tantas explicações de páginas e páginas. Sofri o pão mais duro que o pior demônio pudesse ter amassado e assado. Nada ali funcionava. Tudo que eu havia aprendido nos longos anos de preparo virava pó e desespero. Os meninos eram os mais terríveis do universo. Eu era jovem, ainda tinha 17 anos, poderia até me passar por um deles, por alguns minutos. Usei tudo o que sabia e o que imaginava saber. Meus roteiros e planos de aula, impecavelmente transcritos em fichas, foram um a um se reprovando, evaporando-se em nuvens de decepção. Imaginei que havia me enganado. Ser professor não era nada do que pensara. Ficava muito mais separando brigas e pedindo silêncio do que colocando algo na cabeça e nas páginas dos cadernos de cada um. Minhas aulas foram um pandemônio só. Já estava por desistir e fugir para o fim do mundo quando instintivamente, buscando a última ajuda aos quatro ventos, vi uma grande régua pendurada num prego atrás do pequeno e único armário no canto da sala. Alguns meninos se estapeavam como insetos voadores buscando a luz e um outro havia jogado no lixo o caderno do colega. Muitos atiçavam a confusão. Num ímpeto, como um zorro improvisado sacando da espada, tirei a régua do seu esconderijo e comecei a bater em tudo: na mesa, na parede, nas carteiras, na porta, na cortina, em tudo. A maioria se acomodou num zás trás. Dois garotos ao chão continuavam o round sem perceber a platéia voltando à calma. Cheguei até os dois e mais que depressa desferi dois bons golpes de régua em cada uma das suas pernas. Todos ficaram em silêncio em seus devidos lugares. Senti-me um professor desvairado e não merecedor de qualquer júbilo ou prêmio. Um professorzinho de meia cara era o que eu era. Mas, foi assim que funcionou. Durante alguns bons minutos ficavam quietos copiando, escutando explicações ou fingindo escutá-las. Vinham períodos de esquecimento e a bagunça recomeçava como se nada tivesse acontecido. Só com a régua a todo o vapor conseguia um arremedo de aula. Só com a sua participação especial conseguia subsistir até o final de cada turno com o coração sangrando. Não contava nada disso em casa, não queria decepcionar meus pais. Mas contei, feito prisioneiro, os dias que faltavam para usufruir daquele prêmio suplício. Se não fosse aquela régua em estado de calamidade pública pedagógica talvez tivesse mesmo encerrado a minha carreira logo ali com diploma e tudo. Pude assim compreender bem o que a minha avó dizia com todas as letras da sua vida de fogão de lenha: falar é uma coisa, fazer e que são elas! (Steve Jobs que o diga!) Quando terminei aqueles dias de suplício premiado achei que tinha que seguir outra profissão. Professor não era para qualquer um!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Metalinguagem.
Metalinguagem ocorre quando determinada linguagem, seja ela, por exemplo, escrita, visual ou sonora faz referência a si mesma ou a outra linguagem. A palavra tratando a palavra, como no dicionário e na gramática, ou o poema tratando sobre a palavra, poesia; ou um poeta escrevendo sobre o Poeta; uma ciência explicando a própria ciência são exemplos de metalinguagem por excelência.
Abaixo há alguns exemplos de metalinguagem em que a pintura, a fotografia, a palavra e alguns de seus agentes, como o pintor e o fotógrafo, fazem referências a si explícita ou implicitamente (como no caso das mãos de Escher mais abaixo retratadas) e aos instrumentos particulares de cada uma das artes em questão.
Observe as imagens abaixo e repare que em algumas delas há mais de um elemento metalinguístico.

Poema "Código", de Augusto de Campos

Quadro de René Magritte

Autorretrato do fotógrafo Meren

Imagem publititária

Autorretrato do artista M. C. Escher

Gravura de Escher

Autorretrato do pintor Magritte

Quadro do pintor brasileiro Almeida Júnior, em que ele aparece ao fundo

Autorretrato do pintor Norman Rockwell

Postado por Leonardo http://lousamagica.blogspot.com

